Em 1965 casa com Orlando Ribeiro, o grande geógrafo português com maior projecção internacional, do qual era colega e colaboradora nos estudos universitários.
Dados Académicos:
Licenciatura em Letras: História e Geografia
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Publicações:
· Repartition et Rhytme des Précipitations au Portugal (em colaboração com C. Coelho, V. Gama e Costa e L. Carvalho), Memórias do Centro de Estudos Geográficos, 3, Lisboa, 1977;
· Geografia de Portugal. (em colaboração com H. Lautensach e O. Ribeiro, seu marido), Edições João Sá da Costa, Lisboa, 4 volumes, 1987-1991;
· Portugal Geográfico, Edições João Sá da Costa, Lisboa, 1995;
· A Descoberta da África Ocidental, Ambiente Natural e Sociedades, Lisboa, Comissão Nacional para a Comemoração dos Descobrimentos, 1999;
· O Relevo de Portugal, Grandes unidades regionais (em colaboração com Mariano Feio), Associação Portuguesa de Geomorfólogos, Coimbra, 2004.
Em 1997 morre o seu marido Orlando Ribeiro e tornou-se responsável pela organização do seu espólio.
Doutor em Geografia pela Universidade de Lisboa em 1955. Entre 1960/62 foi Professora Associada e entre 1966/77 foi Catedrática no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, onde exerceu também as funções de Presidente da Comissão Directiva.
Na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, para além de Professora Catedrática, exerceu várias vezes as funções de Vice Directora.
Fundou os Departamentos de: · Antropologia, em 1977; · Geografia e Planeamento Regional, em 1980; · O Centro de Estudos de Geografia e Planeamento Regional; · O Instituto de Dinâmica do Espaço. Professora convidada das universidades de Limoges e de Paris (vários períodos ao longo de quase uma década).
Como actividades científicas principais, para além da docência, contam-se inúmeras missões de estudo em todos os ex-territórios ultramarinos, Brasil e África Ocidental;
· Participação activa em numerosas reuniões científicas, nacionais e estrangeiras;
· Programas Comunitários de Investigação;
· Publicação de trabalhos científicos (várias dezenas de títulos);
· O último São Miguel, a Ilha Verde;
· Estudo Geográfico 1950-2000, Ribeira Grande;
· Coingra 2004.
Entre as várias distinções honoríficas nacionais e estrangeiras distingue-se a de Grande Oficial da Ordem de Sant'Iago da Espada, (1998).
Foi realmente um sucesso, mas a temática poderia ter chocado. Da surpresa das imagens, dos símbolos que íamos explicando, das questões a que tínhamos dificuldades em responder, principalmente aquela ainda hoje misteriosamente sem resposta: PORQUÊ ? , de tudo se passou no dia 27 de Janeiro no átrio da nossa Escola, na comemoração do “Dia Internacional da Memória do Holocausto”.
A música da Lista de Schlindler pairava num átrio onde ternos, espantados, incompreensíveis e aterrorizados olhares de algumas vítimas do Holocausto nos questionavam na nossa maneira de pensar e ser Humanidade. A simbologia da cerca, do arame farpado, do despojo dos sapatos simbólicos da vergonha sem fim a a que eram sujeitos as vítimas por algozes gélidos de razão e coração, a ironia mais larvar e cínica do “Trabalho Liberta” nem que fosse como o foi pela morte de milhões, as dezenas de estrelas identificativas de um nada que poderia ser uma raça, um género, uma sexualidade, um...simples ser humano e estar vivo. Depois as fotos, acusadoras, para memória futura para que a presente nunca esqueça.
Não foi uma grande exposição, uma grande mostra, porque da humildade da acção, do pensamento, do incómodo do olhar e sentir, também pode nascer educação, sentimento, vontade para sempre de “Um Nunca Mais”. Por isso, valeu a pena, num tempo em que em alguns quadrantes neofascistas e neonazis, se quer fazer um revisionismo da História, pior ainda, apagamento do passado, como se isso fosse possível, como se alguém ainda pudesse acreditar que a Liberdade é uma dádiva gratuita, e não uma consciência, um espírito de vento rebelde que cada um deve construir no interesse de todos.
Para terminar este artigo, um pequeno filme com fotos da actividade e música “ If” de uma beleza incível de Michael Nyman ( do seu Disco “Anne Frank”) . Vale a pena traduzir este poema, podem crer!
Do Grupo Interdisciplinar Organizador : Arlindo Vieira ( História) , Rosa Mary Manso(EMRC) , Margarida Rafael e Odete Penela (EVT)
If
If … at the sound of wish The summer sun would shine And if … just a smile would do To brush all the clouds from the sky
If … at the blink of an eye The autumn leaves would whirl And if … you could sigh a deep sigh To scatter them over the earth
*I'd blink my eyes And wave my arms I'd wish a wish To stop all harm (*Repeat)
If … at the wave of a hand The winter snows would start And if … you could just light a candle To change people's feelings and hearts
**I'd whisper love In every land To every child Woman and man
***That's what I'd do If my wishes would come true That's what I'd do If my wishes could come true